
Hoje(ontem) o foi um dia tanto lúgubre, não pelo clima taciturno que acometeu o ar, adornado pelas – quase voláteis – ínfimas gotas de uma garoa que polvilhavam sua gelidez sobre nós, também não pela fatídica morte do Michael Jackson(que diga-se, abalou a todos inclusive a mim, pense naquele cara que influenciou parte da sua vida com as canções, que representou sua infância, que mesmo que recôndito, estava ali, sob a mantilha setiforme da mídia, pusilânime sim, mas estava ali, quando quer que você menos esperasse ele poderia voltar e a mídia teria de se curvar de novo, pois ele tinha o ‘feeling’, e ele vai fazer uma enorme falta, pros fãs, pras músicas, pra qualquer um que tenha mais de 20 anos, e até pros que tem menos), notícia essa que, diga-se, ainda não me desceu pela traquéia, também houve a morte da atriz hollywoodiana ‘Farrah Fawcett’... Não, nada disso poderia causar-me a melancolia que a apatia daquela pessoa que simplesmente mudou a minha vida poderia. Aqueles olhinhos semi-cerrados, esmaltados por um torpor e algo que lhe faltava. Será que a minha presença já não era mais suficiente pra causar-lhe o furor de antigamente? Devo admitir-lhes que nada mais perfura meu imo quanto ver uma feição tristonha dela, pois só eu sei o quão bem e vivo ela me faz, como nenhuma outra seria capaz. O dia, no fim das contas, foi o melhor possível, não só pelo simples deleite de estar ao lado dela, mas por que, aos poucos, os sorrisos foram brotando em seus lábios, e não pra menos, eu realmente precisava daquilo, pois era a véspera do que hoje se concretiza, mais um aniversário de namoro, pra falar a verdade, o décimo terceiro, a esmo, 13 meses de felicidade e plenitude que não se pode narrar, contar ou medir, eu apenas preciso dela, como nenhuma outra, pois nenhuma outra até hoje rebentou de tal forma e arrebentou os limites do meu ‘coração’, me fazendo resguardar um sentimento tão abismal quanto esse... Você deve estar se perguntando: porque diabos ele fala como se estivesse dizendo pra outrem e não pra ela, e porque essa pseudo-rebuscagem tortuosa e pedante?... A resposta é tão simples: primeiramente eu sempre digo essas palavras a ela e hoje, aqui, minhas assertivas não são pra ela, são pra todos vocês que eventualmente leiam isso, porque, pra mim, ela saber o quanto a amo não é o suficiente, eu necessito vitalmente que todos aos meus contornos saibam, seja de viés ou diretamente de mim, pois o sentimento que sinto por ela é grande pra não ser suficientemente expressado apenas a minha ciência e a dela, é preciso que todos saibam, e ainda assim parecerá pouco. Quanto a rebuscagem, o amor que ela me cede é tão requintado por um jeito tão intrínseco(Que vai de meigo a carinhoso, passando por espontâneo, belo e harmonioso) que não sinto que qualquer palavra minha vá estar em seu patamar, por isso as rebusco, ‘numa tentativa falha de torná-lo mais digno do amor que ela me cede.
“Imagine um aquário velho, jogado aos flancos de um porão lôbrego e esquecido, empoeirado o aquário está a mercê do tempo, suas bordas começam a trincar e sujeira acumula-se infecunda dentro dele... Esse sou eu(Sem ela), ela é a água que lavaria esse aquário e depois o completaria com sua limpidez, e o amor entre nós poderia facilmente ser simbolizado pelo peixinho que nesse aquário viveria, pois isso é o que o amor dela é, vida dentro de mim...”
Pra finalizar, um sonetinho(Uma tentativa de soneto) que é meu clichê
Um mês, como a primeira vez:
Um ano e um mês
E ainda me lembro da sua tez
Tépida, cândida, sem igual maciez
Quando nos encontramos pela primeira vez
Um sorriso nervoso e um olhar prematuro
Não podiam narrar-nos o que seria o futuro
E, através dos anos tornar-me-ia maduro
As seculares juras de outrora, ainda lhe juro
Ainda o sorriso teu me soa etéreo
Tornando fecundo o meu solo estéreo
E por toda felicidade que me causa, eu peço
Em nome desse faraônico amor que não meço
Pois nem a infinita régua lhe apontaria o preço
E como morro, agonizo, toda vez que lhe ouço o choro
[/Cassio] S2 Rafa.





































